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DE OUTRO MUNDO: NOVA INSIGHT DA CASTROL EM MARTE

Sonda InSight na configuração da superfície em Marte. Imagem cortesia de NASA/JPL-CALTECH/LOCKHEED MARTIN
A mais recente missão da NASA aterrou em Marte a 26 de novembro de 2018. Os seus instrumentos de precisão estão a realizar a primeira análise completa de sempre ao planeta vermelho. Para manter todas as peças de alta tecnologia a funcionar corretamente no espaço sideral, a NASA escolheu novamente a gama de lubrificantes especializados da Castrol.

 

Os produtos Castrol são utilizados há décadas para a lubrificação de automóveis e motores na Terra. Um facto menos conhecido é que também já são utilizados em mecanismos de projetos espaciais da NASA desde os anos 60. Na sua busca para explorar o sistema solar, a NASA escolheu a gama Castrol Braycote para utilizar nas missões Apolo na Lua, no telescópio espacial Hubble, em inúmeros satélites, na Estação Espacial Internacional, em Rovers em Marte anteriores (incluindo o Curiosity que chegou ao planeta em 2012) e na maioria dos fatos espaciais dos astronautas.

Agora, a NASA está novamente a confiar na Castrol para apoiar a sua mais recente missão ao planeta vermelho. A sonda Mars InSight partiu da Califórnia a 5 de maio e começou a sua viagem de 485 milhões de quilómetros (301 milhões de milhas) até ao seu local de aterragem numa planície de lava inclassificável no equador marciano, denominada “Elysium Planitia”. Os produtos Castrol estão a ajudar os instrumentos científicos a movimentarem-se como deviam num ambiente onde qualquer falha técnica pode significar o cancelamento da missão.

Os lubrificantes Castrol são utilizados nos programas e equipamento da NASA desde os anos 60

Qual é o objetivo desta missão?

A missão InSight vai enviar um explorador robótico a Marte para investigar o “espaço interior” do planeta, ou seja, a sua crosta, manto e núcleo. Ao estudar a estrutura interior e geologia do planeta, a NASA procura respostas para perguntas-chave sobre a formação dos planetas rochosos no nosso sistema solar interior que ocorreu há mais de quatro mil milhões de anos.

 

SABIA QUE…

 

InSight: nome da missão que significa “Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport” (exploração interior através de investigações sísmicas, geodesia e transporte de calor).

 

A tecnologia avançada da sonda irá permitir que a NASA investigue o que está a acontecer sob a superfície. Irão procurar “impressões digitais” dos processos que formaram os denominados planetas terrestres: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte.

 

O equipamento de tecnologia de ponta da sonda vai medir  a dimensão, estrutura e temperatura do interior de Marte. Também vai medir a atual atividade tectónica de Marte. A sonda vai avaliar a potência e frequência da atividade sísmica interna (designada por “martemotos”) e com que frequência os meteoritos colidem na superfície do planeta.

 

O que é exigido a um lubrificante espacial?

Gravidade inferior, temperaturas extremas e a impossibilidade para os humanos de poderem simplesmente “arranjar” uma peça defeituosa: tudo isto torna Marte, no mínimo, num ambiente hostil para um lubrificante. Cada produto Castrol tem de se adequar à aplicação, ambiente e duração da tarefa em causa. Para as missões da NASA, os produtos Castrol têm de ser especialmente resistentes.

Keith Campbell, um gestor de desenvolvimento empresarial na Castrol, tem algum conhecimento dos desafios que o espaço cria aos fabricantes de lubrificantes, uma vez que já trabalhou com a NASA em algumas das suas missões. “Não se pode simplesmente levar o equipamento e fazer a manutenção”, afirma Campbell, “por isso, a NASA quer utilizar um lubrificante que sabe que vai funcionar”. 

 

Ainda a trabalhar 14 anos depois…

 

A Castrol já foi utilizada noutras missões a Marte. De facto, um Rover – o Opportunity em Marte – ainda está a vaguear pelo planeta passados 14 anos. Foi concebido apenas para uma missão de 90 dias de duração mas já viajou mais do que qualquer outro objeto criado pelo Homem numa superfície para além da Terra.

 

Sempre que há contacto entre peças de metal, estas criam desgaste. Tal pode fazer com que os componentes se degradem e, eventualmente, deixem de funcionar. A distância de Marte significa que a durabilidade é fundamental no que toca ao escolher um lubrificante para uma missão.

 

As loucas oscilações de temperatura em Marte também causam complicações: os lubrificantes Castrol têm de funcionar em temperaturas extremas. Fundamentalmente, os lubrificantes têm de limitar a “libertação de gás”, ou criação de vapores, à medida que a temperatura vai mudando. Os vapores podem resultar na perda de todo o óleo no lubrificante, o que significa uma redução do desempenho, e a formação de condensação em superfícies próximas pode resultar na possível contaminação de instrumentos sensíveis ou no ambiente circundante.

Foguete Atlas V com a nave espacial InSight da NASA a bordo, sexta-feira, 4 de maio de 2018, na Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia. Imagem cortesia de NASA/BILL INGALLS

Uma estreia para a Califórnia

 

Mars InSight é a primeira missão a sair da Base da Força Aérea de Vandenberg na Califórnia. A maioria das missões espaciais viaja a partir do Centro Espacial Kennedy da NASA na Flórida, voando para leste. Isto deve-se ao lançamento para leste aumentar o impulso da rotação para leste da Terra para a própria propulsão do veículo de lançamento. No entanto, o foguete InSight é suficientemente resistente para viajar para sul a partir da Califórnia e a base de Vandenberg tinha mais disponibilidade para a janela de lançamento este ano.

Campbell compara o processo de “libertação de gás” a “uma lata de tinta a secar se a tampa não estiver devidamente fechada. O mesmo pode acontecer no espaço porque é um vácuo”. Se a libertação de gás ocorrer no espaço, os lubrificantes podem secar e não cumprir a sua missão de forma tão eficiente.

 

“Definimos um bom lubrificante no espaço pela sua capacidade de funcionar em temperaturas muito frias e, também, em temperaturas ligeiramente mais quentes, produzindo o mínimo de libertação de gás a temperaturas mais quentes”, afirma Campbell.

 

No entanto, os desafios colocados pelo funcionamento no espaço não se ficam pela gestão da flutuação de temperaturas. Segundo Campbell, os lubrificantes têm de ser não reativos quando entrarem em contacto com os propulsores do foguete, gases e outros químicos. Estes lubrificantes não se podem degradar de todo quando se depararem com os elementos hostis do espaço.

 

“Com os nossos produtos, temos a melhor combinação de desempenho em temperatura baixa e pouca libertação de gás”, afirma Campbell. “É isso que nos dá uma vantagem competitiva.”

Mars InSight – como funciona

A sonda Mars Insight possui equipamento científico de ponta para efetuar a sua investigação. A sonda está repleta de dispositivos com peças móveis, incluindo rolamentos, guias lineares e engrenagens. Os produtos Castrol mantêm estes componentes a funcionar no ambiente hostil de Marte.

  • Medir a pulsação de Marte: o sismógrafo

O sismógrafo da InSight, SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure – Experiência Sísmica para Estrutura Interior), é um instrumento com forma de cogumelo que está na superfície do planeta. Foi concebido para calcular a “pulsação” de Marte, medindo vibrações sísmicas, desde “martemotos” (equivalente a terramotos) a chuvas de meteoritos. O objetivo consiste em obter conhecimento sobre o que está a acontecer debaixo da superfície. O SEIS também está equipado com sensores para medir vento, pressão, temperatura e campos magnéticos. A NASA conta utilizar as medições obtidas pelo SEIS para saber mais sobre o material que formou inicialmente os planetas rochosos do sistema solar. O SEIS pode até descobrir se o planeta tem água em estado líquido.

Os lubrificantes Castrol Braycote mantêm as várias peças da sonda InSight da NASA em movimento por Marte
  • Medir a temperatura de Marte: a sonda de fluxo térmico e propriedades físicas

A sonda de fluxo térmico e propriedades físicas, ou HP3, é uma “toupeira” que irá criar um túnel de até 5 metros (16 pés) debaixo da superfície. Vai entrar nas profundezas de Marte, mais do que qualquer outro dispositivo, com o objetivo de medir o calor que está a surgir do centro do planeta e medir quanto desse calor está a fluir para as camadas exteriores. As medições irão ajudar a NASA a determinar se Marte foi formada a partir do mesmo material que a Terra e a Lua e tal poderá conduzir a um conhecimento sobre como o próprio planeta se formou.

  • Fazer o trabalho pesado: o braço robótico

A sonda não tem uma equipa para içar o seu equipamento para a superfície de Marte. Por isso, a InSight irá utilizar o seu Braço de Remoção de Instrumentos para descarregar o SEIS e a toupeira. Aos 2,4 metros (7,8 pés), o braço tem quatro motores para articular as uniões no ombro, cotovelo e pulso. A câmara montada do braço irá ajudar os cientistas da NASA a ver o que estão a fazer. O braço também inclui uma garra com cinco dedos mecânicos para agarrar cada peça de equipamento.