Mitos e Verdades

Ao comprar um automóvel muitas dúvidas surgem com relação à sua conservação e manutenção, e uma delas é referente ao tipo de óleo lubrificante que deve ser utilizado. Abaixo selecionamos alguns mitos que mais aparecem em evidência, quando o assunto é sobre lubrificantes para motores:

É verdade que a troca de óleo tem que ser feita com 10.000km rodados?

Resposta: Mito.

Nem todos os fabricantes de veículos recomendam a troca a cada 10.000 km. Além da quilometragem, deve ser observado também o tempo de troca (geralmente determinado em meses)  e as condições de uso do veículo - tráfego em centros urbanos congestionados (intenso anda-pára) é caracterizado como uso severo e a troca geralmente deve ser feita com uma menor quilometragem ou tempo do que o recomendado para o uso normal. Todas essas informações devem ser verificadas nos manuais do proprietário.

Trocas de óleo regulares são uma boa maneira de protegê-lo de custos desnecessários de manutenção do motor. Ao trocar o óleo regulamente, conforme frequência recomendada pelo fabricante do veículo, você pode economizar nos custos de manutenção de longo prazo e proteger-se contra sérios problemas com o motor. Mas trocar seu óleo com uma frequência bem maior do que a recomendada também pode significar desperdício de dinheiro.

É verdade que todo óleo lubrificante é igual?

Resposta: Mito.

Os óleos lubrificantes não são iguais, mesmo os fabricados pela mesma empresa. Eles possuem várias diferenças, desde as bases lubrificantes empregadas em sua formulação (que podem ser mineral, semissintética e/ou sintética), dos aditivos adicionados à estas bases, e da tecnologia empregada na pesquisa, desenvolvimento e fabricação dos lubrificantes. Por isto, possuem especificações e destinações determinadas.

O tipo e quantidade de cada componente na formulação fazem com que um óleo se diferencie dos demais.

É verdade que carro que roda pouco não precisa trocar o óleo?

Resposta: Mito.

Os lubrificantes, mesmo em veículos que rodam pouco e que constantemente ficam parados, tendem também a sofrer os efeitos da oxidação natural (envelhecimento do óleo). Este processo de envelhecimento ocorre devido as reações químicas que continuam se processando, mesmo quando os motores estão desligados.

Por isso as montadoras recomendam a troca por tempo ou quilometragem, o que ocorrer primeiro.

Misturar óleo sintético com mineral ajuda no desempenho do carro?

Resposta: Mito.

Não é recomendado, pois cada produto possui suas características e essa mistura pode afetar o desempenho da carga quanto ao poder de lubrificação e proteção do motor.

Essa mistura deve ser feita apenas em situações de emergência e, na primeira oportunidade, deverá ser realizada a troca da carga do óleo.

Vale lembrar que existem os lubrificantes semissintéticos, que possuem em suas formulações misturas de bases minerais e sintéticas, misturas estas realizadas durante o processo de fabricação destes.

Colocar aditivo no motor melhora o desempenho do carro?

Resposta: Mito.

Os lubrificantes comercializados atualmente (não importa a marca) já contêm os aditivos adequados (de alta tecnologia), nas quantidades necessárias em suas formulações, que lhes conferem os níveis de desempenho corretos para as aplicações às quais são recomendados.

Por isso, não há necessidade de se colocar aditivos complementares na carga de lubrificante, e esta prática não é recomendada por nenhum fabricante de veículos. A própria ANP (Agência Nacional de Petróleo) prescreve em sua nova Resolução a obrigatoriedade dos fabricantes de aditivos colocarem nas embalagens de seus produtos a informação de que estes não são essenciais, orientando o consumidor à consultar o fabricante do veículo.